segunda-feira, 23 de julho de 2012


     Desde que o homo sapiens começou a pensar, as civilizações tiveram sucesso quando alguém colocou esta capacidade a serviço da inovação, como foram os casos dos povos da Mesopotâmia, Egito, Fenícia, India, China e posteriormente, Grécia e Roma. Por volta dos séculos XII e XIII, tivemos a ascensão dos países europeus como Portugal, Espanha, Inglaterra, França, devido as inovações na navegação. Os impérios personalistas, como de Gengis Khan, Átila, Alexandre e, mais recentemente, Napoleão e Hitler, tiveram vida curta, pois foram mais baseados na violência que na inovação. No início, a inovação se deu na agricultura, depois no comércio, a escrita, a matemática, depois passamos pelas artes, arquitetura, engenharia, militarismo, passamos pela navegação, que possibilitou a descoberta de novos continentes e por último tivemos a descoberta da industrialização e da informática. Infelizmente, as civilizações inventaram algumas coisas que tiveram muita utilidade quando bem utilizadas, mas que foram muito destruidoras quando mal utilizadas, como a pólvora, o avião, o sistema monetário, os bancos, os governos e os políticos. A política e o sistema bancário talvez tenham sido as duas invenções que tiveram a pior utilização na história, pois foram responsáveis pela decadência e fim de todos os impérios, por trazerem a tona o que há de pior no ser humano, como a ganância, a prepotência, a arrogância, a inveja, a soberba, a preguiça, entre outros. Foi a inovação que transformou a Inglaterra na grande potência da era moderna, depois substituída pelos Estados Unidos e foram as mazelas do ser humano, citadas acima, que estão causando a decadência destas nações e de outras que estamos vivenciando neste momento.
     As grandes nações cometeram um erro enorme ao acharem que poderiam viver na riqueza, trabalhando menos, ganhando mais e usufruindo de uma série de benefícios, baseado na exploração de colônias e na grande massa de jovens que contribuíam para esta falsa boa vida. À partir do momento que as colônias exploradas como Brasil, China, ìndia e muitas outras que concentram a grande massa dos consumidores mundiais, passaram de consumidores a vendedores e o envelhecimento da população detonou o sistema de benefícios, as nações desenvolvidas entraram em colapso. Além disso, a inovação está deixando de ser um privilégio das nações desenvolvidas, para ser o motor das novas nações desenvolvidas como o Japão, Korea do Sul, China e outros. É preciso deixar claro que as grandes inovações são aquelas que trazem progresso e benefícios para toda a população e normalmente são as criadas pela tecnologia, como a cura de doenças, o computador, a internet, o avião...etc, e saíram de cérebros de pessoas altruístas e não aquelas criadas pelo sistema financeiro que saíram de mentes egoístas e gananciosas.
     O que é complicado de entender é que está mais que provado que a verdadeira inovação que alavanca uma nação, só é possível com um sistema de educação de qualidade que demanda grandes investimentos na formação de educadores, estrutura física, recursos de todo o tipo e muitos anos de formação .Isto consome uma geração, não existe atalho, pinguela ou qualquer outro tipo de corta caminho. Dos dez melhores sistemas de ensino da atualidade, temos cinco da Ásia, dois da Oceania, um das américas (e não é os Estados Unidos) e dois países europeus que não fazem parte das grandes nações deste continente. Quando falo em sistema de ensino, refiro ao sistema completo e não apenas a universidade, de onde normalmente nascem as inovações. Sem um excelente ensino fundamental e ensino médio, as universidades pouco podem fazer. O Brasil erra ao investir uma enormidade de recursos no Prouni, para financiar universitários que tiveram uma péssima formação nos ensinos médio e fundamental e o pior, dar-lhes um diploma de ensino superior em péssimas universidades. Isto acontece porque para investir nos ensinos médio e fundamental, o governo teria que repassar os recursos e o bônus eleitoral para os estados e municípios. Mais uma vez, é o egoísmo do ser humano falando mais alto. O correto é que tivéssemos excelentes ensinos fundamental e médio, pois os alunos chegariam às portas das universidades muito mais exigentes quanto as estas instituições.
     O outro lado ruim desta história é o pensamento dos grandes players do mercado mundial de hoje, onde impera a exploração do ser humano, a ausência de lazer, da convivência familiar e do descanso necessário, da baixa remuneração, inundando o mercado de produtos baratos, tornando desigual a competição pelo mercado mundial.
     O problema do Brasil é ainda maior, pois queremos ser uma grande nação e um grande competidor pelo mercado mundial com um péssimo sistema de ensino, uma população sem acesso a saúde, impostos absurdos e custos,  chamados de benefícios sociais, que assolam as empresas, um sistema político baseado no é dando que se recebe, que injustamente envolveu uma santo que era o contrário de tudo isto e uma corrupção que atingiu todos os poderes da nação. E o pior, com um índice muito baixo de inovação. O único segmento que inovou e progrediu e joga de igual para igual no mercado mundial que é a agricultura, tem um monte de gente querendo destruir sob o guarda chuva ambiental. Se o Brasil não fosse um país rico em commodities e estes produtos não tivessem passado por uma grande valorização nos últimos anos, ainda seríamos um país de terceiro mundo.
     A única saída para a humanidade seria que todas as nações se baseassem nos pontos abaixo:
1            .       Educação de altíssima qualidade;
2            .       Inovação;
3            .       Um sistema de benefícios à população equilibrado;
4            .       Sistemas de governo descentralizados, verdadeiramente democráticos, enxutos e com um    orçamento equilibrado.
5            .       Comércio mundial igualitário, com salários, impostos e carga de trabalho que preserve o lazer e a família, nivelados para todas as nações;
6            .       Sistema financeiro fiscalizado e controlado, com normas rígidas que evitem alavancagem, especulação e fraudes.
7           .       Controle populacional;
8           .       Respeito ao meio ambiente, reciclagem e sustentabilidade;
      Somente com a formação de profissionais com uma base sólida e universidades de excelência é que a inovação surge e traz riqueza para um país. Isto só é possível com grandes investimentos nos ensinos fundamental e médio.
     A inovação é hoje o principal fator que traz progresso a um país. Um produto único não tem competidores no mercado e estará protegido por uma patente mundial e os primeiros concorrentes levarão algum tempo para surgir e, como diz o ditado, quem chega primeiro na fonte bebe água limpa.
     No passado, quando houve uma explosão de nascimentos, um trabalhador podia aposentar e ter uma série de benefícios, sustentados pela grande massa de jovens que ingressavam no mercado de trabalho e contribuíam para estes benefícios sem usufruí-los. Hoje, com a redução da natalidade, o envelhecimento da população e o aumento da longevidade, as pessoas vão ter que aposentar mais velhas e contribuir por mais tempo para a previdência social. Nenhum país conseguirá sobreviver com grandes déficits nesta área.
     Os governos devem ser verdadeiramente democráticos, onde o poder seja realmente exercido pelo povo e por um povo com educação e cultura, preparados para eleger bons governantes como é a Alemanha hoje. O governo deve se preocupar com o que realmente interessa a população, como a saúde, educação básica, segurança, relações internacionais, fiscalização do sistema financeiro, entre outros. Um bom governo tem seu orçamento equilibrado, sem regalias e favorecimentos, sem corrupção e fazer o que tem que ser feito e não ser suscetível a populismos.
     Uma das coisas que aprendi no mundo comercial é que o desconto é extremamente prejudicial e traiçoeiro para os negócios. Quando você dá um desconto, visando alavancar as vendas, seu concorrente reage e dá um desconto maior ainda e esta prática só serve para dilapidar a lucratividade das empresas e afundar o negócio.  Quando um país adota um sistema de produção com baixos salários, jornada de trabalho desumana, período de descanso insuficiente e impostos inadequados, somente para ser mais competitivo no mercado mundial, ele estará instigando outros países a piorar ainda mais estas condições de produção para ser ainda mais competitivo. É justo que sejam adotadas medidas contra estes países, visando um maior equilíbrio no mercado mundial.
     O sistema financeiro tem que ser altamente fiscalizado, pois no mundo digital de hoje, basta apertar um botão para causar uma tragédia de nível mundial, antes que algum antídoto possa ser adotado. Por isso, as normas devem ser rígidas, baseadas na ética, no bem estar geral, duradouro e na racionalidade e não na ganância, no benefício de poucos e no bem estar momentâneo de uma ou outra nação.
     O controle populacional se faz necessário hoje em dia, pois o mundo que chamamos de terra está chegando perto do esgotamento e somente com um equilíbrio entre o número de nascimentos e mortes é que teremos um mundo equilibrado. Com o aumento da longevidade das pessoas, teremos que investir na qualidade de vida, na saúde e no controle das limitações físicas, para a população ter uma vida ativa até a idade de morte.

Isto reduzirá os custos com o sistema de saúde e poderá adiar a aposentadoria das pessoas.
Por último, temos que tratar a questão do meio ambiente com muito conhecimento, respeito e tomar as decisões com a razão e não com o coração. Se a terra está aquecendo ou não é uma questão que não pode ser decisória na preservação do meio ambiente. Temos que preservar o meio ambiente por melhor qualidade de vida, por um uso racional dos recursos. Somente a preservação do meio ambiente através da reciclagem e não do consumo de novas fontes de matéria prima, da preservação das nascentes e dos rios ou seja, da água e da utilização de energias renováveis viabilizará o futuro da raça humana . A sobrevivência da raça humana depende da limitação do consumo e da reutilização dos recursos naturais, pois existe um limite para a terra.