Desde que o homo sapiens começou a pensar, as civilizações tiveram
sucesso quando alguém colocou esta capacidade a serviço da inovação, como foram
os casos dos povos da Mesopotâmia, Egito, Fenícia, India, China e
posteriormente, Grécia e Roma. Por volta dos séculos XII e XIII, tivemos a
ascensão dos países europeus como Portugal, Espanha, Inglaterra, França, devido
as inovações na navegação. Os impérios personalistas, como de Gengis Khan,
Átila, Alexandre e, mais recentemente, Napoleão e Hitler, tiveram vida curta,
pois foram mais baseados na violência que na inovação. No início, a inovação se
deu na agricultura, depois no comércio, a escrita, a matemática, depois
passamos pelas artes, arquitetura, engenharia, militarismo, passamos pela
navegação, que possibilitou a descoberta de novos continentes e por último
tivemos a descoberta da industrialização e da informática. Infelizmente, as
civilizações inventaram algumas coisas que tiveram muita utilidade quando bem
utilizadas, mas que foram muito destruidoras quando mal utilizadas, como a
pólvora, o avião, o sistema monetário, os bancos, os governos e os políticos. A
política e o sistema bancário talvez tenham sido as duas invenções que tiveram
a pior utilização na história, pois foram responsáveis pela decadência e fim de
todos os impérios, por trazerem a tona o que há de pior no ser humano, como a
ganância, a prepotência, a arrogância, a inveja, a soberba, a preguiça, entre
outros. Foi a inovação que transformou a Inglaterra na grande potência da era
moderna, depois substituída pelos Estados Unidos e foram as mazelas do ser
humano, citadas acima, que estão causando a decadência destas nações e de
outras que estamos vivenciando neste momento.
As grandes
nações cometeram um erro enorme ao acharem que poderiam viver na riqueza,
trabalhando menos, ganhando mais e usufruindo de uma série de benefícios,
baseado na exploração de colônias e na grande massa de jovens que contribuíam
para esta falsa boa vida. À partir do momento que as colônias exploradas como
Brasil, China, ìndia e muitas outras que concentram a grande massa dos
consumidores mundiais, passaram de consumidores a vendedores e o envelhecimento
da população detonou o sistema de benefícios, as nações desenvolvidas entraram
em colapso. Além disso, a inovação está deixando de ser um privilégio das
nações desenvolvidas, para ser o motor das novas nações desenvolvidas como o
Japão, Korea do Sul, China e outros. É preciso deixar claro que as grandes
inovações são aquelas que trazem progresso e benefícios para toda a população e
normalmente são as criadas pela tecnologia, como a cura de doenças, o
computador, a internet, o avião...etc, e saíram de cérebros de pessoas
altruístas e não aquelas criadas pelo sistema financeiro que saíram de mentes
egoístas e gananciosas.
O que é complicado de entender é que está mais que provado
que a verdadeira inovação que alavanca uma nação, só é possível com um sistema
de educação de qualidade que demanda grandes investimentos na formação de
educadores, estrutura física, recursos de todo o tipo e muitos anos de formação
.Isto consome uma geração, não existe atalho, pinguela ou qualquer outro tipo
de corta caminho. Dos dez melhores sistemas de ensino da atualidade, temos cinco
da Ásia, dois da Oceania, um das américas (e não é os Estados Unidos) e dois
países europeus que não fazem parte das grandes nações deste continente. Quando
falo em sistema de ensino, refiro ao sistema completo e não apenas a
universidade, de onde normalmente nascem as inovações. Sem um excelente ensino
fundamental e ensino médio, as universidades pouco podem fazer. O Brasil erra
ao investir uma enormidade de recursos no Prouni, para financiar universitários
que tiveram uma péssima formação nos ensinos médio e fundamental e o pior,
dar-lhes um diploma de ensino superior em péssimas universidades. Isto acontece
porque para investir nos ensinos médio e fundamental, o governo teria que
repassar os recursos e o bônus eleitoral para os estados e municípios. Mais uma
vez, é o egoísmo do ser humano falando mais alto. O correto é que tivéssemos
excelentes ensinos fundamental e médio, pois os alunos chegariam às portas das
universidades muito mais exigentes quanto as estas instituições.
O outro lado ruim desta história é o pensamento dos grandes
players do mercado mundial de hoje, onde impera a exploração do ser humano, a
ausência de lazer, da convivência familiar e do descanso necessário, da baixa
remuneração, inundando o mercado de produtos baratos, tornando desigual a
competição pelo mercado mundial.
O problema do Brasil é ainda maior, pois queremos ser uma
grande nação e um grande competidor pelo mercado mundial com um péssimo sistema
de ensino, uma população sem acesso a saúde, impostos absurdos e custos, chamados de benefícios sociais, que assolam
as empresas, um sistema político baseado no é dando que se recebe, que
injustamente envolveu uma santo que era o contrário de tudo isto e uma
corrupção que atingiu todos os poderes da nação. E o pior, com um índice muito
baixo de inovação. O único segmento que inovou e progrediu e joga de igual para
igual no mercado mundial que é a agricultura, tem um monte de gente querendo
destruir sob o guarda chuva ambiental. Se o Brasil não fosse um país rico em
commodities e estes produtos não tivessem passado por uma grande valorização
nos últimos anos, ainda seríamos um país de terceiro mundo.
A única saída para a humanidade seria que todas as nações se
baseassem nos pontos abaixo:
1 .
Educação de altíssima qualidade;
2 .
Inovação;
3 .
Um sistema de benefícios à população
equilibrado;
4 .
Sistemas de governo descentralizados,
verdadeiramente democráticos, enxutos e com um orçamento equilibrado.
5 .
Comércio mundial igualitário, com salários,
impostos e carga de trabalho que preserve o lazer e a família, nivelados para
todas as nações;
6 .
Sistema financeiro fiscalizado e controlado, com
normas rígidas que evitem alavancagem, especulação e fraudes.
7 .
Controle populacional;
8 .
Respeito ao meio ambiente, reciclagem e
sustentabilidade;
A
inovação é hoje o principal fator que traz progresso a um país. Um produto
único não tem competidores no mercado e estará protegido por uma patente
mundial e os primeiros concorrentes levarão algum tempo para surgir e, como diz
o ditado, quem chega primeiro na fonte bebe água limpa.
Os governos devem ser verdadeiramente democráticos, onde o poder seja realmente exercido pelo povo e por um povo com educação e cultura, preparados para eleger bons governantes como é a Alemanha hoje. O governo deve se preocupar com o que realmente interessa a população, como a saúde, educação básica, segurança, relações internacionais, fiscalização do sistema financeiro, entre outros. Um bom governo tem seu orçamento equilibrado, sem regalias e favorecimentos, sem corrupção e fazer o que tem que ser feito e não ser suscetível a populismos.
Uma das coisas que aprendi no mundo comercial é que o desconto é extremamente prejudicial e traiçoeiro para os negócios. Quando você dá um desconto, visando alavancar as vendas, seu concorrente reage e dá um desconto maior ainda e esta prática só serve para dilapidar a lucratividade das empresas e afundar o negócio. Quando um país adota um sistema de produção com baixos salários, jornada de trabalho desumana, período de descanso insuficiente e impostos inadequados, somente para ser mais competitivo no mercado mundial, ele estará instigando outros países a piorar ainda mais estas condições de produção para ser ainda mais competitivo. É justo que sejam adotadas medidas contra estes países, visando um maior equilíbrio no mercado mundial.
O sistema financeiro tem que ser altamente fiscalizado, pois no mundo digital de hoje, basta apertar um botão para causar uma tragédia de nível mundial, antes que algum antídoto possa ser adotado. Por isso, as normas devem ser rígidas, baseadas na ética, no bem estar geral, duradouro e na racionalidade e não na ganância, no benefício de poucos e no bem estar momentâneo de uma ou outra nação.
O controle populacional se faz necessário hoje em dia, pois o mundo que chamamos de terra está chegando perto do esgotamento e somente com um equilíbrio entre o número de nascimentos e mortes é que teremos um mundo equilibrado. Com o aumento da longevidade das pessoas, teremos que investir na qualidade de vida, na saúde e no controle das limitações físicas, para a população ter uma vida ativa até a idade de morte.
Isto reduzirá os custos com o sistema de saúde e poderá adiar a
aposentadoria das pessoas.